Postagens com o marcador tumblr

Às vezes a vida tem um não sei quê

De vir lá de onde

Pra te deixar meio bambo

E bamboleio, bamboleio na sua cabeça

Mas se o leio

Ah, que devaneio… Sobra somente uma agitação puramente ingênua

Dessa coisa de não sei quê

Que vem e me deixa meio triste

1 nota

Sobre viver…

Ela olhou para o campo e quis fazer daquilo recanto
para todo o amor do mundo
Eram meninices que oculpavam as prateleiras da casa
Mas fora de cada uma dessas ao redor da sua, plantou uma florescência
e a noite sentia todos aromas de sua adolescência
Amanhecendo o dia era bom dia até o meio dia
com a graça de seus vizinhos
Ao entardecer macacava para as àrvores ver o Sol morrer
pois sabia que assim iria em paz
Quando a noite lhe envolveu o corpo cantou todos os cânticos
beijou o solo Mãe e deixou o branco apagar sua memória
Uniu-se, uniu-se novamente ao ventre do universo
dizendo amem suas gentes

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das Despedidas

Estas voltas e revoltas jamais poderiam findar-se de bom grado de forma que tudo ficasse bem, obrigada. Isso vai contra as leis naturais, contra a natureza do meu coração… Se eu sorrisse dia sim, dia não; se segurasse sua mão doze horas e vinte e três minutos e depois soltasse; se beijasse seus cabelos no amanhecer e no fim da tarde raspasse-os; se lhe desse meus olhos e depois pedisse de volta… Não está certo. Você poderia, é claro, apontar as ondas que beijam as areias da praia a cada segundo e dizer que isto é prova concreta mas meu bem, não esqueça que estas águas de agora não são as mesmas de ontem, de agora, agora, agora… Se o mar nunca é o mesmo por qual motivo meu coração permaneceria imóvel? Eu, que sou mais água que carne? Perdoa estas mãos trêmulas e estes olhos duros, mas é que sempre fui tão prostrada…

3 notas

De Decem, e continua…

Pensei em escrever um poema pra você

Ensaiei durante três horas e vinte e cinco minutos

Agora o relógio marca 02:36

Mas a marca maior foi a de seu sorriso

E de suas palavras em minha memória

Sua luz me guiou, sarraceno

Mas foi a que você emitiu que me deu força

Não, não solte minha mão não

Que o grito que ecoa do meu peito é forte

E inspiro coragem

Mas fica mais um pouco que preciso desse aconchego

Saber que no fim da semana

Posso me deitar e descansar no seu dizer

5 notas

Tique taque e tique tique

Quanto o tique-taquetea
Tiquetaqueava o tique que nutria à aquele
Mas quando taqueteava um tiquinho
Meu tique-taque parava e restava somente 
o toque

toque
toque
toque

1 nota

De 19 Agostino

A sombra passada

pousou hoje sobre minhas brancas folhas

Deitou-se leve e lentamente

cobrindo-me das futuras incertezas

Lhe sorri de tão bom grado

que quase fez-se presente

Doces são as nostalgias

e as delicadezas de miudezas

Adorável é seu sorriso

Quente, céu de Oxóssi

1 nota

Tinjo rubro

Lhe ofereço palavras pois abstrato tens

Falar (sobre) amor ou (sobre o) amor

arrogância

redundância

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O que é solidão?

 Se somos

Solitário?

 Pense e me discorde, então continue

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 A verdade é que todos queremos ser gota d’água em solo fértil

Todos queremos uma abelha que nos corteje

Queremos ouvidos que segurem nossa voz impregnada de dor

Braços que segurem a felicidade

E olhos que nos beijem

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Solidão é não amar a si, outro, todos

Amar… Amar é existir e querer estar vivo

apesar de tudo…

Amar é esquecer os sentidos da vida e viver

Amar é dar; e por que não retirar?

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Solidão é censurar-

- se e censurar

Estar solitário… É solitário quem quer

Solidão e estar Solitário é diferente

Solitário é aquele que ama, mas decide renunciar

Há sempre um bocado de coragem e medo

Contraste entre felicidade e tristeza

São todos cruéis, sem dúvida, mas também altruístas e egoístas

Na avidez de livrar o amante - mesmo que este não queira - prende-se perpetuamente

Privado e privador

Infeliz iludido por maldizeres da razão

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Entrego versos

Sem métrica, assim como estas ações

Mas digo, minha cara Poesia,

Minha razão de ti abdica

Mas meu coração só em ti ressuscita

1 nota

Tive sempre e sempre tive
Um costume de gente acostumada:
Amar
Sempre muito e muito, sempre,
mais que devia
Uma daquelas coisas que você faz e refaz e nem percebe
Não precisa ser bípede não, basta existir
Tão tola, é o que penso
Pode passar o tempo que for
não tem rancor
não tem mágoa
tem só amor
Uma bobeira só
Só bobeira
Como esse poema
Que dá voltas nas voltas que volto sempre e vivo vaiando
Todos esses blá, blá, blá: Amo você
São tão clichês como o mundo pode ser
Não é da boca pra fora ou de fora pra boca
Mas um sentimento que nasceu comigo
Esse, esse que venho dizendo há mais de dezenove versos
Odiar sempre gastou muito tempo e o caso é que meu tempo é curto e sou preguiçosa

Amar não… Amar é fácil, natural
Só dói quando se espera algo em troca
Pois a moeda de troca que esses tipos de amadores querem não é o amor
É a ilusão
Ih, usam!
Mas ui!
Aqui não tem essa de ser o que quis ser e deixou correr
Ou é, ou o amor transforma
Olha lá fora
Tem bem mais que um punhado de gente adorando
Mas que ama mesmo, ah meu amigo
Isso só em soneto