Às vezes a vida tem um não sei quê
De vir lá de onde
Pra te deixar meio bambo
E bamboleio, bamboleio na sua cabeça
Mas se o leio
Ah, que devaneio… Sobra somente uma agitação puramente ingênua
Dessa coisa de não sei quê
Que vem e me deixa meio triste
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Às vezes a vida tem um não sei quê
De vir lá de onde
Pra te deixar meio bambo
E bamboleio, bamboleio na sua cabeça
Mas se o leio
Ah, que devaneio… Sobra somente uma agitação puramente ingênua
Dessa coisa de não sei quê
Que vem e me deixa meio triste
Ela olhou para o campo e quis fazer daquilo recanto
para todo o amor do mundo
Eram meninices que oculpavam as prateleiras da casa
Mas fora de cada uma dessas ao redor da sua, plantou uma florescência
e a noite sentia todos aromas de sua adolescência
Amanhecendo o dia era bom dia até o meio dia
com a graça de seus vizinhos
Ao entardecer macacava para as àrvores ver o Sol morrer
pois sabia que assim iria em paz
Quando a noite lhe envolveu o corpo cantou todos os cânticos
beijou o solo Mãe e deixou o branco apagar sua memória
Uniu-se, uniu-se novamente ao ventre do universo
dizendo amem suas gentes
Estas voltas e revoltas jamais poderiam findar-se de bom grado de forma que tudo ficasse bem, obrigada. Isso vai contra as leis naturais, contra a natureza do meu coração… Se eu sorrisse dia sim, dia não; se segurasse sua mão doze horas e vinte e três minutos e depois soltasse; se beijasse seus cabelos no amanhecer e no fim da tarde raspasse-os; se lhe desse meus olhos e depois pedisse de volta… Não está certo. Você poderia, é claro, apontar as ondas que beijam as areias da praia a cada segundo e dizer que isto é prova concreta mas meu bem, não esqueça que estas águas de agora não são as mesmas de ontem, de agora, agora, agora… Se o mar nunca é o mesmo por qual motivo meu coração permaneceria imóvel? Eu, que sou mais água que carne? Perdoa estas mãos trêmulas e estes olhos duros, mas é que sempre fui tão prostrada…
Pensei em escrever um poema pra você
Ensaiei durante três horas e vinte e cinco minutos
Agora o relógio marca 02:36
Mas a marca maior foi a de seu sorriso
E de suas palavras em minha memória
Sua luz me guiou, sarraceno
Mas foi a que você emitiu que me deu força
Não, não solte minha mão não
Que o grito que ecoa do meu peito é forte
E inspiro coragem
Mas fica mais um pouco que preciso desse aconchego
Saber que no fim da semana
Posso me deitar e descansar no seu dizer
Quanto o tique-taquetea
Tiquetaqueava o tique que nutria à aquele
Mas quando taqueteava um tiquinho
Meu tique-taque parava e restava somente
o toque
A sombra passada
pousou hoje sobre minhas brancas folhas
Deitou-se leve e lentamente
cobrindo-me das futuras incertezas
Lhe sorri de tão bom grado
que quase fez-se presente
Doces são as nostalgias
e as delicadezas de miudezas
Adorável é seu sorriso
Quente, céu de Oxóssi
Tinjo rubro
Lhe ofereço palavras pois abstrato tens
Falar (sobre) amor ou (sobre o) amor
arrogância
redundância
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O que é solidão?
Se somos
Solitário?
Pense e me discorde, então continue
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A verdade é que todos queremos ser gota d’água em solo fértil
Todos queremos uma abelha que nos corteje
Queremos ouvidos que segurem nossa voz impregnada de dor
Braços que segurem a felicidade
E olhos que nos beijem
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Solidão é não amar a si, outro, todos
Amar… Amar é existir e querer estar vivo
apesar de tudo…
Amar é esquecer os sentidos da vida e viver
Amar é dar; e por que não retirar?
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Solidão é censurar-
- se e censurar
Estar solitário… É solitário quem quer
Solidão e estar Solitário é diferente
Solitário é aquele que ama, mas decide renunciar
Há sempre um bocado de coragem e medo
Contraste entre felicidade e tristeza
São todos cruéis, sem dúvida, mas também altruístas e egoístas
Na avidez de livrar o amante - mesmo que este não queira - prende-se perpetuamente
Privado e privador
Infeliz iludido por maldizeres da razão
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Entrego versos
Sem métrica, assim como estas ações
Mas digo, minha cara Poesia,
Minha razão de ti abdica
Mas meu coração só em ti ressuscita
Tive sempre e sempre tive
Um costume de gente acostumada:
Amar
Sempre muito e muito, sempre,
mais que devia
Uma daquelas coisas que você faz e refaz e nem percebe
Não precisa ser bípede não, basta existir
Tão tola, é o que penso
Pode passar o tempo que for
não tem rancor
não tem mágoa
tem só amor
Uma bobeira só
Só bobeira
Como esse poema
Que dá voltas nas voltas que volto sempre e vivo vaiando
Todos esses blá, blá, blá: Amo você
São tão clichês como o mundo pode ser
Não é da boca pra fora ou de fora pra boca
Mas um sentimento que nasceu comigo
Esse, esse que venho dizendo há mais de dezenove versos
Odiar sempre gastou muito tempo e o caso é que meu tempo é curto e sou preguiçosa
Amar não… Amar é fácil, natural
Só dói quando se espera algo em troca
Pois a moeda de troca que esses tipos de amadores querem não é o amor
É a ilusão
Ih, usam!
Mas ui!
Aqui não tem essa de ser o que quis ser e deixou correr
Ou é, ou o amor transforma
Olha lá fora
Tem bem mais que um punhado de gente adorando
Mas que ama mesmo, ah meu amigo
Isso só em soneto