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Paradisia

Paradísia
na noite fria
vez há criança que ria,
mas quando nublo
teu semblante tinge-se rubro
E bem queria que esta doce Paradísia
fosse terra de um homem só

E querendo, pois, pouco muda
e a criança,
gira, canta, pira e pula;
Tenha a noite o céu noturno,
ou dia; nublada ou clara,
Tenha a cor que a tinja, 
ou que lhe apaga;
Paradísia é, saiba,
Terra de muitos homens sós. 

Minha doce lembrança
Mil nós que se desatam em simples sibilares
Corramos em vielas mil
Aqui nesta terra de ninguém, ninguém sabe o que é ser só
Só se for ser só… Só
Ah, Paradísia!
Quantas estações passaram por meu semblante?
Quantas ventanias secaram minhas lágrimas?
E quantos verões fixaram os sorrisos em meus rostos?
Não se apressem crianças à crescer, que a cada grão caído é um perder doído. 

Pois cada perda é um ganhar de novo,
qualquer verão 
terminará no outono;
Qualquer sorriso já chorou num dia,
Qualquer chorar distorcerá seu rosto
(na gargalhada que devolve a vida);
Por isso a minha, está por lá
viajando enquanto conta os grãos 
caídos, e enquanto cresce, reflete e brinca
nas nuvens firmes de Paradísia,
Ah, Paradísia!

-Willians Matos e Eu

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