Às vezes a vida tem um não sei quê
De vir lá de onde
Pra te deixar meio bambo
E bamboleio, bamboleio na sua cabeça
Mas se o leio
Ah, que devaneio… Sobra somente uma agitação puramente ingênua
Dessa coisa de não sei quê
Que vem e me deixa meio triste
Postagens com o marcador poesia
Às vezes a vida tem um não sei quê
De vir lá de onde
Pra te deixar meio bambo
E bamboleio, bamboleio na sua cabeça
Mas se o leio
Ah, que devaneio… Sobra somente uma agitação puramente ingênua
Dessa coisa de não sei quê
Que vem e me deixa meio triste
Quanto o tique-taquetea
Tiquetaqueava o tique que nutria à aquele
Mas quando taqueteava um tiquinho
Meu tique-taque parava e restava somente
o toque
A sombra passada
pousou hoje sobre minhas brancas folhas
Deitou-se leve e lentamente
cobrindo-me das futuras incertezas
Lhe sorri de tão bom grado
que quase fez-se presente
Doces são as nostalgias
e as delicadezas de miudezas
Adorável é seu sorriso
Quente, céu de Oxóssi
Não importa
Com mundo em mãos
Falta uma estrela em meu coração
Guardo
Ah, guardo!
Um rio
Nado entre milhares de peixes miçangosos
Vulto: esqueço
amigo, guardo na sétima camada
sonhos
Fronteira não existe, saudade sim
volta eme-tê
vem abrás-cá
Sem você:
existo
-Muito bem, obrigado
mas não faço sentido
Aceite esse poema bobo
Ai! me leva dési-pê!
(Ah, pelo menos…)
Tive sempre e sempre tive
Um costume de gente acostumada:
Amar
Sempre muito e muito, sempre,
mais que devia
Uma daquelas coisas que você faz e refaz e nem percebe
Não precisa ser bípede não, basta existir
Tão tola, é o que penso
Pode passar o tempo que for
não tem rancor
não tem mágoa
tem só amor
Uma bobeira só
Só bobeira
Como esse poema
Que dá voltas nas voltas que volto sempre e vivo vaiando
Todos esses blá, blá, blá: Amo você
São tão clichês como o mundo pode ser
Não é da boca pra fora ou de fora pra boca
Mas um sentimento que nasceu comigo
Esse, esse que venho dizendo há mais de dezenove versos
Odiar sempre gastou muito tempo e o caso é que meu tempo é curto e sou preguiçosa
Amar não… Amar é fácil, natural
Só dói quando se espera algo em troca
Pois a moeda de troca que esses tipos de amadores querem não é o amor
É a ilusão
Ih, usam!
Mas ui!
Aqui não tem essa de ser o que quis ser e deixou correr
Ou é, ou o amor transforma
Olha lá fora
Tem bem mais que um punhado de gente adorando
Mas que ama mesmo, ah meu amigo
Isso só em soneto