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Paradisia

Paradísia
na noite fria
vez há criança que ria,
mas quando nublo
teu semblante tinge-se rubro
E bem queria que esta doce Paradísia
fosse terra de um homem só

E querendo, pois, pouco muda
e a criança,
gira, canta, pira e pula;
Tenha a noite o céu noturno,
ou dia; nublada ou clara,
Tenha a cor que a tinja, 
ou que lhe apaga;
Paradísia é, saiba,
Terra de muitos homens sós. 

Minha doce lembrança
Mil nós que se desatam em simples sibilares
Corramos em vielas mil
Aqui nesta terra de ninguém, ninguém sabe o que é ser só
Só se for ser só… Só
Ah, Paradísia!
Quantas estações passaram por meu semblante?
Quantas ventanias secaram minhas lágrimas?
E quantos verões fixaram os sorrisos em meus rostos?
Não se apressem crianças à crescer, que a cada grão caído é um perder doído. 

Pois cada perda é um ganhar de novo,
qualquer verão 
terminará no outono;
Qualquer sorriso já chorou num dia,
Qualquer chorar distorcerá seu rosto
(na gargalhada que devolve a vida);
Por isso a minha, está por lá
viajando enquanto conta os grãos 
caídos, e enquanto cresce, reflete e brinca
nas nuvens firmes de Paradísia,
Ah, Paradísia!

-Willians Matos e Eu

2 notas

Tive sempre e sempre tive
Um costume de gente acostumada:
Amar
Sempre muito e muito, sempre,
mais que devia
Uma daquelas coisas que você faz e refaz e nem percebe
Não precisa ser bípede não, basta existir
Tão tola, é o que penso
Pode passar o tempo que for
não tem rancor
não tem mágoa
tem só amor
Uma bobeira só
Só bobeira
Como esse poema
Que dá voltas nas voltas que volto sempre e vivo vaiando
Todos esses blá, blá, blá: Amo você
São tão clichês como o mundo pode ser
Não é da boca pra fora ou de fora pra boca
Mas um sentimento que nasceu comigo
Esse, esse que venho dizendo há mais de dezenove versos
Odiar sempre gastou muito tempo e o caso é que meu tempo é curto e sou preguiçosa

Amar não… Amar é fácil, natural
Só dói quando se espera algo em troca
Pois a moeda de troca que esses tipos de amadores querem não é o amor
É a ilusão
Ih, usam!
Mas ui!
Aqui não tem essa de ser o que quis ser e deixou correr
Ou é, ou o amor transforma
Olha lá fora
Tem bem mais que um punhado de gente adorando
Mas que ama mesmo, ah meu amigo
Isso só em soneto