Publicado em domingo, 20 Maio 2012

Tive sempre e sempre tive
Um costume de gente acostumada:
Amar
Sempre muito e muito, sempre,
mais que devia
Uma daquelas coisas que você faz e refaz e nem percebe
Não precisa ser bípede não, basta existir
Tão tola, é o que penso
Pode passar o tempo que for
não tem rancor
não tem mágoa
tem só amor
Uma bobeira só
Só bobeira
Como esse poema
Que dá voltas nas voltas que volto sempre e vivo vaiando
Todos esses blá, blá, blá: Amo você
São tão clichês como o mundo pode ser
Não é da boca pra fora ou de fora pra boca
Mas um sentimento que nasceu comigo
Esse, esse que venho dizendo há mais de dezenove versos
Odiar sempre gastou muito tempo e o caso é que meu tempo é curto e sou preguiçosa

Amar não… Amar é fácil, natural
Só dói quando se espera algo em troca
Pois a moeda de troca que esses tipos de amadores querem não é o amor
É a ilusão
Ih, usam!
Mas ui!
Aqui não tem essa de ser o que quis ser e deixou correr
Ou é, ou o amor transforma
Olha lá fora
Tem bem mais que um punhado de gente adorando
Mas que ama mesmo, ah meu amigo
Isso só em soneto